![]() |
![]() |
O MPL é um movimento urbano que luta por “um transporte público de verdade”, nascido na capital catarinense há quase uma década e hoje presente em muitas cidades do país, sendo responsável por inúmeras manifestações políticas em Florianópolis.
![]() |
![]() |
“É uma manifestação importante convocada pelo Facebook” responde Diego La Torre, militante do PSTU, sobre a diferença em relação a outras manifestações. “A diferença, talvez, é que são manifestações mais espontâneas, movimentos mais relacionados à juventude”, explica.
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
“Acho importante a Marcha das Vagabundas, no sentido de pautar a questão do corpo das mulheres. A autodeterminação do corpo é uma pauta feminista”, declara Flora Lorena militante do MPL-Florianópolis.
Após vários apelos da maior parte dos manifestantes, que passaram a seguir pelo meio da avenida, o restante das participantes da Marcha das Vagabundas, que estava na calçada, decidiu-se finalmente por sair da linha.
![]() |
![]() |
A falta de condução da massa era revelada a todo o instante, seja na deformidade da caminhada da multidão, que ora apressava, ora atrasava o passo, no uso do megafone, que era usado para emitir “fora militares” e outras palavras de ordem com mais de 30 anos, puxadas por garotos.
![]() |
![]() |
Todo esse “amadorismo” era consciente entre a maioria das pessoas, que pareciam não se incomodar com o fato. Pelo contrário, pareciam divertir-se. Diversão que durou até o momento a aproximava maior da Polícia.
![]() |
![]() |
Na maior parte do tempo, acompanhei a manifestação na frente das primeiras faixas, o que talvez explique a abordagem de um policial que sai da viatura me perguntando “Você é o líder?”. “Sou imprensa”, respondo. “Acho que não tem líder aí não…” comento com o policial, que se volta para uma das garotas que segura uma faixa e fala: “Quem não sair da avenida será preso”. A informação se espalha rapidamente entre os manifestantes. Alguns decidem continuar pela calçada, mas a maioria continua seguindo pela avenida com a companhia de viaturas, que influenciavam na direção da marcha da mesma forma que um tubarão influencia um cardume de sardinhas.
![]() |
![]() |
“Eu gosto de participar das coisas que fazem sentido para mim”, declara Fábio Vaccaro de Carvalho, 21 anos, estudante de engenharia ambiental, que viajou de Balneário Camboriú (87 km de Florianópolis) para participar da Marcha da Liberdade. Fábio é vegetariano, contra a manipulação da mídia, código florestal e a Usina Belo Monte. E, claro, a favor dos direitos dos animais.
A Marcha da Liberdade & Vagabundas interrompe parte do trânsito na Avenida Beira Mar. Carros são impedidos de sair de dentro dos metros quadrados mais caros da região sul do país, mesmo que por pouco tempo. O bloqueio é o suficiente para que a motorista, saída de uma das garagens, fizesse questão de mostrar sua expressão entojada.
Classe média sofre.

![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
Vânia trabalha no departamento de música da UDESC – Universidade do Estado de Santa Catarina, onde procura desenvolver nos alunos “uma consciência politica”.
![]() |
![]() |
Cartaz com a inscrição “sou vagabundo eu confesso” nas mãos de um manifestante da edição florianopolitana da Marcha pela Liberdade. Provável referência à música “Vagabundo Confesso”, da banda Dazaranha. Trilha sonora bem apropriada para uma cidade que tem cada vez mais a perder pela inércia dos “vagabundos”, que não trocam uma tarde de sol na praia por uma tarde caminhando com outro tipo de “vagabundos”, que querem impedir que estas mesmas praias tornem-se esgotos.
Texto e fotos: Thiago Skárnio
Colaboração: Luciane Zuê
Texto publicado originalmente no SARCASTiCOcomBR: http://bau.sarcastico.com.br/index.php?mod=pagina&id=12036